
53ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª LEGISLATURA, EM 4/9/2007
Palavras do Deputado Lafayette de Andrada
Exmo. Sr. Presidente, Srs. Deputados aqui presentes neste final de sessão, senhores e senhoras que nos acompanham pela TV Assembléia, eu estava ouvindo atentamente as palavras dos eminentes membros da Oposição nesta Casa e recordei-me das palavras do grande filósofo Sócrates, quando foi julgado sob a acusação de corromper a juventude, introduzindo novas divindades na Grécia Antiga. Sócrates foi acusado de introduzir novas divindades. Na Grécia Antiga, o julgamento ocorria em praça pública. O acusado se defendia perante 500 juizes. A população de Atenas assistia à defesa. Sócrates iniciou dizendo mais ou menos essas palavras: "Eu não sei, atenienses, qual a impressão que vos causaram as palavras dos meus acusadores. A mim, pessoalmente, quase não me reconheci, tão convincentes que eles foram. Porém, nada do que disseram era verdade". Estamos vivendo uma situação parecida aqui. Acho que os Deputados que falaram antes de mim aqui falavam de um outro Estado que não era Minas Gerais. Falavam de uma outra realidade que não era a nossa realidade. Foi dito pela ilustre Deputada que Minas Gerais é o Estado que paga o 18º salário na ordem de todos os Estados, ou seja, perdemos para 17, porque o nosso piso atual para os servidores da educação é de R$390,00. O governo de Minas propôs um aumento para R$850,00, elevando os salários dos nossos professores para o 4º lugar na Federação, e a Oposição vem reclamar e dizer que esse projeto beneficia somente aproximadamente 60 mil servidores da educação, quando há em torno de 240 mil professores no Estado. Isso é verdade, ou seja, ela mesma caiu na própria contradição. Se esse projeto beneficia somente 25% dos professores da rede, é porque somente um quarto recebe menos de R$850,00. Portanto é irreal aquela tabela trazida que demonstra que ocupamos o 18º lugar na Federação. Na verdade, somos o 4º Estado da Federação em pagamento de salário aos servidores. Foi dito aqui que é preciso valorizar o ensino. Isso é verdade e é o que o governo precisa, deseja e vem fazendo. Vamos aos fatos. Minas Gerais, de acordo com o índice de avaliação do governo federal, ficou em 1º lugar na avaliação dos estudantes de 4ª série, em 3º lugar na avaliação dos estudantes de 8ª série e em 1º lugar na avaliação dos alunos do 2º grau. Essa é a nossa realidade. Minas Gerais é o 1º e o único Estado do País a introduzir o Ensino Fundamental de 9 anos. E querem dizer que Minas Gerais se esconde. Minas não se esconde. Minas é altiva.
Minas mostra a sua cara e dá exemplo à Nação. Esquecem que Minas Gerais é o único Estado que doa material e livros didáticos para todos os alunos da rede. Esquecem que Minas, mais uma vez, altiva, dá o seu exemplo. Minas aponta o caminho para o resto do Brasil. Esquecem de dizer que Minas Gerais apresentou um sistema de educação informatizado a todas as escolas estaduais. E querem esconder. Minas, mais uma vez, de forma altiva, aponta o caminho da educação para o Brasil.
Meus amigos, é importante dizer certas verdades, mesmo que alguns sindicalistas exaltados não concordem, mas a grande verdade é que, antes de vir para cá, vários professores da rede pública me disseram: "Deputado, por que não votam logo essa lei? Queremos receber os R$850,00". Apenas alguns poucos sindicalistas querem
deturpar isso e prejudicar a própria categoria, obstruindo os trabalhos da Assembléia Legislativa. Mas não aceitaremos e não concordaremos com isso, porque queremos engrandecer e valorizar o professor da rede pública estadual.
Foi dito aqui, e é importante respondermos, que não se conhece o impacto. Ora, o impacto foi trazido pelos técnicos da Secretaria de Planejamento e é de R$360.000.000,00 aos cofres do Estado de Minas Gerais. Esse é o impacto na educação. Esse é o nosso impacto. Foi dito aqui que não se sabia quantos professores seriam beneficiados, mas eles próprios se contradisseram quando afirmaram que eram apenas 60 mil, ou seja, menos de 25% da nossa rede.
É importante e fundamental abordarmos a questão de Ponte Nova. Foi dito aqui que seria importante instalarmos uma CPI para verificarmos as razões daquela rebelião acontecida em Ponte Nova, onde morreram cerca de 25 presos. Eu trouxe os números, e esses não podemos discutir. Nos últimos quatro anos, Minas Gerais aumentou 10 vezes seu orçamento para a segurança pública, enquanto o governo federal reduziu 15 vezes o seu orçamento para a segurança em Minas. Vejamos os números: em 2003, Minas Gerais investiu R$32.000.000,00 na segurança pública, enquanto o governo federal investiu a metade, R$15.500.000,00; em 2004, Minas Gerais triplicou seu investimento para R$70.000.000,00, enquanto o governo federal manteve em R$15.500.000,00; em 2005, Minas Gerais investiu R$217.000.000,00, enquanto o governo federal investiu R$15.000.000,00; em 2006, Minas Gerais investiu R$250.000.000,00, enquanto o governo federal abaixou seu investimento para a metade, apenas R$8.000.000,00.
É essa a grande verdade que precisamos apontar, é isso o que precisamos dizer. Devemos mostrar os números claramente. Não adianta vir aqui gritar, espernear nem xingar. Precisamos fazer um debate democrático, isento e com base nos números e nas planilhas. Então, nos últimos quatro anos, enquanto o governo de Minas investiu R$780.000.000,00 na segurança pública, o governo federal reduziu seu investimento para apenas R$50.000.000,00. Portanto, contra os fatos, não adianta gritar nem espernear, porque a realidade é essa e é muito contundente.
A realidade é eloqüente e mostra que, em absolutamente todos os itens - geração de emprego e renda, investimentos na educação, na segurança pública, no trabalho, na agricultura e na indústria -, Minas Gerais superou em muito o governo federal. Essa é a grande verdade que precisamos ver com muita clareza, muita segurança e muita serenidade. Acima de tudo, o povo de Minas precisa saber que Minas continua altiva, liderando o processo de desenvolvimento de todo o Brasil.
Finalmente, Srs. Deputados, apenas para concluir, gostaria de dizer que Minas Gerais criou 177 mil vagas para estudantes, número muito acima do criado por qualquer outro Estado da Federação. É importante dizer que Minas Gerais distribuiu mais de 2 milhões de livros didáticos por ano, e nenhum Estado fez isso. Minas Gerais investiu mais de R$30.000.000,00 em reformas e construção de novas escolas, e nenhum Estado da Federação fez isso. Essa é a grande realidade.
Sr. Presidente e Srs. Deputados, é natural que alguns sindicalistas exaltados e até raivosos não aceitem os números e a eloqüência da realidade, mas essa é a grande notícia que tínhamos para dar ao povo mineiro. Muito obrigado e boa-noite.
